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Multidisciplinariedade na Escola de Verão

 

 

Por Lúcia Beatriz / Serendipity Comunicação*

 

A descoberta e o planejamento de novos candidatos a fármacos, assim como o estudo da relação entre a estrutura química e a atividade farmacológica de fármacos e medicamentos estão entre os principais objetivos da Escola de Verão em Química Farmacêutica Medicinal (EVQFM). Para melhor ilustrar esses conteúdos, a perfeita interação entre a Química, Farmacologia e a Biologia já se tornou uma característica marcante da programação do evento.


 

No segundo dia da Escola de Verão, os cursos iniciados ontem deram prosseguimento às suas aulas. Na parte da manhã, o Prof. Carlos Alberto Manssour Fraga (LASSBio/UFRJ) - que foi aluno da 1a. Escola de Verão e atualmente é professor Titular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ - ministrou o curso Introdução à Química Medicinal”. Em paralelo, o curso "Modelagem molecular para a Química Medicinal" foi ministrada pelo Prof. Carlos Maurício Sant’anna, Titular da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) desde 2015.

 

 

Conferência reflete sobre percepção do Químico Medicinal

 

 Para abrir o apetite do conhecimento e promover uma reflexão sobre a imprescindibilidade da percepção intelectual na formação do Químico Medicinal, na hora do almoço, o Prof. Luiz Antônio Romeiro (UnB) apresentou a conferência intitulada “To see or not to see: that is the question”. 

 

Prof. Luiz Antônio Romeiro (UnB) apresentou a conferência “To see or not to see: that is the question”.

 

Segundo Romeiro - que integra o quadro de ex-monitores da Escola, tendo colaborado em sua organização por 3 anos enquanto era aluno de pós-graduação do LASSBio/ UFRJ na época da virada do século XXI (2000-2003) - a sua conferência foi uma provocação para incentivar os alunos sair de sua zona de conforto e passar a refletir além do que os seus olhos possam enxergar.

 

Alunos de graduação e pós-graduação vieram de diversas partes do País
 

Em sua instigante apresentação, Romero deu algumas dicas de como podemos ampliar a mente e deixá-la preparada para novas descobertas. Literatura, principalmente a patentária, viagens a congressos científicos e, até conversas enriquecedoras à mesa de bar, foram citadas como ferramentas para aumentar o foco, a percepção, a curiosidade, a intuição, a criatividade, e que podem representar o diferencial de sucesso do Químico Medicinal, principalmente no que tange à inovação radical. Para ilustrar sua conferência, o professor da UnB descreveu estudos de caso de moléculas inovadoras que já desenvolveu ao longo de sua carreira, destacando como tem usado a percepção como mola propulsora de sua criatividade química.

 

 


Segundo dia de cursos


A Profa. Lídia Moreira Lima (LASSBio/UFRJ) apresentou o curso 
"Metabolismo de Fármacos: aplicações na toxicologia e Interações Medicamentosas”

 

 

Na parte da tarde teve continuidade o curso "Metabolismo de Fármacos: aplicações na toxicologia e Interações Medicamentosas” apresentado pela Profa. Lídia Moreira Lima (LASSBio/UFRJ),  e foi também  realizada a última aula do curso “Fundamentos de Farmacologia para a Química Medicinal” ministrada pelo Profa. Claudia Lucia Martins (ICB/UFRJ). Em seu curso, a professora abordou, entre outro assuntos, aspectos importantes da interação fármaco-receptor considerando os conceitos de curva dose-resposta, agonista e antagonista, atividade intrínseca, potência e eficácia, e sua aplicação em processo de desenvolvimento de fármacos. E assim transcorreu o segundo dia da 25ª edição da Escola de Verão.



Turma curso "Fundamentos de Farmacologia para a Química Medicinal" 

 

*Fotos: Gabriel Lopes

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